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E-Commerce brasileiro cresce 24% nos seis primeiros meses de 2013

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A população brasileira esta comprando mais pela internet. Segundo dados da E-bit, empresa especializada em informações do setor, divulgados na 28ª edição do relatório WebShoppers, as vendas pela internet no país cresceram 24% no primeiro semestre, alcançando um faturamento de R$ 12,7 bilhões. No primeiro semestre de 2013, foram feitos 35,54 milhões de pedidos pela internet, alta de 20% em relação à mesma época de 2012. O ticket médio (valor médio das vendas de um estabelecimento comercial) aumentou 4% para R$ 359,49. 


No período, a categoria "Moda e Acessórios" ficou na primeira posição das mais vendidas (13,7%), com os "Eletrodomésticos" vindo em segundo lugar (12,3%), seguido por "Cosméticos e Perfumaria / Cuidados Pessoais / Saúde" (12,2%), "Informática" (9%) e "Livros / Assinaturas e Revistas" (8,9%). Os eletrodomésticos e os produtos de informática são os itens com maior ticket médio.


As redes sociais ajudaram a aumentar as vendas no semestre, com 5,63% dos pesquisados sendo motivados por campanhas na internet, em especial pelo Facebook. Também foi verificado um aumento no uso de dispositivos móveis tanto para a compra quanto para as pesquisas de comparação de preços.

Para o resto do ano fiscal, a E-bit mantém a projeção de crescimento de 25% no e-commerce brasileiro, com faturamento de cerca de R$ 28 bilhões em bens de consumo. Este também deve ser o maior aumento anual desde 2009. Espera-se que em 5 a 7 anos o Brasil alcance uma porcentagem de comércio online próxima à dos Estados Unidos, de 8% a 10% das vendas.


Pedro Guasti, diretor geral da E-bit, explica que a boa fase do e-commerce no Brasil pode ser explicada pela postura dos consumidores em relação ao atual cenário econômico. "Eles tendem a ficar mais cuidadosos e exigentes nesses momentos. Dessa forma, são atraídos pelas vantagens do setor, como preços mais baixos, facilidade e prazos de pagamentos mais elásticos", afirma.


PERFIL DO CONSUMIDOR

No primeiro semestre, 3,98 milhões de pessoas fizeram a sua primeira compra online, abaixo do registrado no mesmo período em 2012, quando a quantidade de entrantes chegou a 4,64 milhões. No total, o Brasil tem um mercado de 46 milhões de consumidores que compram pela internet e é esperado que o número tenha alta para 52 milhões até o final do ano. A maior parte do público (55%) é feminino, na faixa etária dos 25 a 49 anos (67%), com renda familiar de até R$ 3 mil (58,62%) e com ensino Fundamental e Médio (46%). A pesquisa também verificou aumento nas compras nas famílias com rendimento acima de R$ 8 mil, o que significa que houve um aumento na massa salarial.


No geral, 65% dos consumidores são da região sudeste, mas verifica-se um crescimento constante das regiões nordeste, centro-oeste e norte, com o aumento da inclusão digital. "São regiões menos favorecidas com telecomunicação e, nos últimos anos, estão começando a ter um acesso maior à internet e, com isso,
comprando mais bens de consumo", explica Guasti.

Quanto aos pagamentos, 63% são feitos em parcelas, enquanto 37% são à vista. A pesquisa indica que de 80% a 85% dos pagamentos são feitos com cartão de crédito e 10% no boleto.


FRETE GRÁTIS

O frete das lojas virtuais se tornou um dos fatores decisivos na hora das compras. Mais de 70% dos pesquisados sempre escolhe a opção de frete grátis ou mais barato, enquanto 57% ajusta o valor das compras até atingir a gratuidade do valor. Analisando o comportamento do frete de junho de 2011 a junho de 2013, verificou-se que em 2012, muitos varejistas reduziram a prática para aumentar a rentabilidade, já que os custos de entrega representam de 10% a 15% do total das operações do e-commerce. Mas neste ano, houve uma retomada do frete gratuito para impulsionar as vendas, essenciais em momentos de crise.


Ao serem questionados sobre as razões para consumir via internet, os pesquisados informaram que o que mais conta são fatores que permitam economizar. A maioria (59%) busca os melhores preços, 44% contam com a facilidade de comparar preços com várias lojas, 40% citam as promoções, 36% consideram o frete gratuito, 28% compram pela internet pela praticidade e conveniência e 20% citam a velocidade da entrega.

Além disso, 45% afirmam que não pagariam um valor adicional por uma entrega mais rápida em uma loja que oferece o frete gratuito, enquanto somente 19% pagariam o valor a mais. Quando perguntados se pagariam um adicional por uma entrega mais rápida em uma loja que já cobra o frete, 39% disseram que não pagariam pela taxa. Em pesquisa especial, o E-bit verificou que 58% das pessoas comprariam mais pela internet se houvesse maior disponibilidade de entrega gratuita.


QUEDA DOS PREÇOS

Segundo o índice Fipe/Buscapé, houve baixa de -4,59% nos preços do e-commerce em junho deste ano em comparação com o sexto mês de 2012. Porém, analisando mês a mês, observa-se uma tendência de redução nas quedas de preço, já que as variações mensais foram maiores há 12 meses. Das dez categorias monitoradas, sete tiveram aumento de preço, com destaque para brinquedos e games (2,60%) e casa e decoração (1,22%). A alta do dólar, que passou de R$ 2,03 para R$ 2,42 em três meses, deve influenciar o preço médio dos produtos no segundo semestre. Em junho, o índice registrou inflação de 0,04% nos preços, sendo esta somente a quarta vez na série história em que houve alta.

Espera-se que o valor de produtos de fotografia, informática, telefonia e eletrodomésticos sejam impactados pela moeda norte-americana.

Fonte: Bianca Hayashi -Último Instante com dados E-Bit

 

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